Edição centenária da Corrida Internacional de São Silvestre foi a maior de todos os tempos  

São Paulo, 31 de dezembro de 2025 | Aikido | 100 Corrida de São SIlvestre | FOTO: Nilton Fukuda
Tanzânia e Etiópia vencem a histórica 100ª edição da maior corrida da América Latina

A 100ª Corrida Internacional de São Silvestre entrou definitivamente para a história. Além de celebrar um século de tradição, a edição de 2025 tornou-se a maior corrida de rua da história da América Latina, reunindo 55 mil participantes, atletas de 44 países e a maior premiação já distribuída pela prova.

Dentro das ruas de São Paulo, o espetáculo também aconteceu na disputa esportiva. A Tanzânia conquistou sua primeira vitória na história da competição no feminino, enquanto a Etiópia venceu no masculino. O Brasil voltou ao pódio nas duas categorias, confirmando a força do atletismo nacional diante da elite mundial.

Tanzânia conquista vitória inédita entre as mulheres

A tanzaniana Sisilia Panga fez história ao vencer a São Silvestre logo em sua estreia. A atleta cruzou a linha de chegada em 51min08s, garantindo o primeiro título da Tanzânia na principal corrida de rua da América Latina.

A segunda colocação ficou com a queniana Cynthia Chemweno, que completou o percurso em 52min31s.

Representando o Brasil, Núbia de Oliveira repetiu o excelente desempenho de 2024 e terminou novamente na terceira posição, com o tempo de 52min42s, mantendo o país entre as melhores atletas da competição. “Correr a São Silvestre era um sonho e estar aqui hoje representa muito para mim. Estou na minha quarta participação e foram dois terceiros lugares. Quero muito uma vitória e vou brigar por isso”, afirmou Núbia.

A campeã também celebrou o feito histórico: “Estou muito feliz com essa vitória. É a primeira da Tanzânia na São Silvestre e espero que meu país esteja orgulhoso de mim”, disse Sisilia Panga.

Etiópia vence no masculino e Brasil garante lugar no pódio

Na disputa masculina, o título ficou com o etíope Muse Gizachew, que completou os 15 km em 44min28s. O queniano Jonathan Kamosong terminou apenas quatro segundos atrás, registrando 44min32s. O Brasil voltou ao pódio com Fábio Jesus, que conquistou a terceira colocação ao completar a prova em 45min06s. Após a chegada, o brasileiro se emocionou com o resultado.

“A gente vem com muita garra para esta prova. Quero agradecer a Deus, à minha equipe, pois ninguém acreditava no guerreiro do sertão, e hoje estou aqui entre os melhores do Brasil.”

A maior São Silvestre dos 100 anos de história

A edição comemorativa estabeleceu uma série de recordes e consolidou a prova como referência mundial entre as corridas de rua.

  • 55 mil inscritos, maior número da história da prova;
  • Atletas de 44 países;
  • Aproximadamente 4.600 corredores internacionais;
  • Participação feminina recorde: 47,02%, contra 38,44% em 2024;
  • Participação masculina: 52,98%;
  • Corredores de 1.942 cidades brasileiras, crescimento de 26% em relação a 2024;
  • R$ 295.160 em premiação, a maior da história;
  • Cerca de 5.500 atletas acima de 60 anos;
  • O participante mais velho tem 95 anos.

A estrutura da edição centenária acompanhou o crescimento da prova. Entre os principais números da operação estão:

  • 2.200 profissionais envolvidos na organização;
  • 180 pessoas dedicadas à montagem da arena;
  • 800 policiais entre Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana, aumento de 110% em relação a 2024;
  • 35 ambulâncias;
  • 100 profissionais de saúde;
  • 730 mil copos de água distribuídos;
  • 5 mil grades de controle de acesso ao longo da Avenida Paulista;
  • Mais de 28 mil espectadores acompanhando o percurso.

ESG: São Silvestre realiza compensação estruturada de carbono pela primeira vez

A edição de 2025 também marcou um avanço importante em sustentabilidade. Pela primeira vez, a São Silvestre realizou uma compensação estruturada das emissões de carbono geradas pelo evento. Em parceria com o Grupo Solví, as emissões provenientes do deslocamento dos participantes, do consumo de água e energia e da geração de resíduos serão neutralizadas por meio de créditos de carbono produzidos no Aterro de Caieiras.

No local, os gases gerados pela decomposição dos resíduos são capturados e transformados em energia elétrica e biometano, evitando a emissão de metano na atmosfera e contribuindo para uma corrida com menor impacto ambiental.

Patrocinadores e organização

A São Silvestre 2025 contou com Loterias Caixa e ASICS como patrocinadores principais. O evento também teve apoio de NEWON, Meliã, Rehidrate, Comgás, Bacio di Latte, JCDecaux, Copra e Levíssima, além de ser um Evento Carbono Neutro por Solví. O Metrô de São Paulo foi o transporte oficial da prova.

A Corrida Internacional de São Silvestre é uma propriedade da Fundação Cásper Líbero, realizada pelo Portal Gazeta Esportiva, promovida pela TV Gazeta e Gazeta FM 88.1, transmitida pela TV Globo e organizada pela Vega Sports, com apoio institucional da Faculdade Cásper Líbero, do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo.

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